5 tipos de portas e a mais importante delas: a da casa de minha infância

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30. 08. 2017

Por tatiana-mello

 

 

 

 

Das lembranças que tenho da minha infância, uma das mais contundentes é a porta de minha casa lá de Teresina. Moramos lá, eu e meus pais, dos meus seis anos de idade até os 17, e pode parecer bobagem, mas as portas tem mesmo uma grande simbologia. Ao mesmo tempo, são proteção e ligação com a vida lá fora. São fronteira entre o aconchego de casa e as adversidades que o mundo traz. Também é por elas que passam as boas novas, as visitas, os amigos.

 

 

Primeiro era marrom por fora e branca por dentro, a porta da minha casa na infância. Depois pintaram, toda numa cor clarinha, meio bege. Lembro até que descascou. Por fora, tinha umas “almofadas”. Uma redonda com um cone no meio e outras quadradas emoldurando. Por dentro era lisa.

 

 

Foi por ela que passamos quando viemos para Fortaleza. E nunca vou esquecer a sensação de fechar aquela porta em definitivo. Era como virar a última página de um capítulo do livro da vida. Talvez seja por ter essa memória e por ter passado por essa experiência, que ainda hoje, já formada e com a vida profissional estabelecida, as portas ainda continuem sendo um ponto especial dos meus projetos.

 

 

Em geral, a escolha do modelo de portas e janelas para os ambientes em uma casa não é uma tarefa simples. O processo envolve uma análise de diferentes características, como o tipo do material, tamanho do vão, conforto térmico, o resto da decoração e, é claro, a segurança.

 

 

Pensando nisso, decidi fazer uma lista com cinco tipos diferentes de porta que vão desde os mais modernos aos mais tradicionais e afetivos. Confira e já deixa nos comentários se lembra e como era a porta da sua infância. Me segue no Insta que por lá vou dividir com vocês outras dicas de decoração e design para sua casa.

 

 

Na porta de acesso principal deste projeto optei por uma combinação entre uma porta pivotante, com o eixo lateral, e venezianas, para conferir mais iluminação para a parte interna

 

 

Veneziana

 

 

A história da arquitetura registra a existência de janelas desde 4.000 A.C. na cidade de Persépolis, na Grécia antiga. Em Creta, lá pelo ano 1.000 A.C., os palácios já apresentavam janelas com caixilhos e folhas venezianas para fechamento. Para o clima quente do Ceará, parecem perfeitas. Trazem a luz natural sob medida para os ambientes e aquele ventinho do fim de tarde.

 

 

Portas de correr

 

 

Assim como o relógio de pulso e os hangares, a porta de correr foi inventada por Santos Dummont. É usada até hoje em projetos arquitetônicos e tem como principal ganho a economia de espaço e a flexibilidade que confere aos espaços, uma vez que pode integrar ou separar os ambientes.

 

 

Aqui uma combinação. Em primeiro plano, uma porta pivotante de vidro temperado, utilizada para integração com o vão externo, embora não tenha a função de passagem. E em um segundo plano, a porta de correr.

 

Pivotante

 

 

No Brasil são usadas há pelo menos 20 anos e conferem principalmente elegância aos espaços. Nesse sistema, a folha da porta gira em torno de um eixo vertical – o pivô – ao invés de utilizar as dobradiças tradicionais. Os pinos de fixação são colocados em cima e embaixo no portal, garantindo maior leveza e flexibilidade à porta.

 

 

Imagem da internet

 

 

Porta camarão ou articulada

 

 

A porta camarão articulada é um estilo de abertura diferente das versões tradicionais, e ao invés de abrir para dentro ou para fora, esse tipo de porta abre-se para as laterais, se acumulando em pequenos módulos.

 

 

Imagem da internet

 

 

E a nordestina Meia Porta

 

 

Segundo o dicionário é uma porta com duas partes, superior e inferior, dividida horizontalmente, mantendo-se a funcionalidade independente de ambas as partes. Meio porta, meio janela, a meia porta é bem mais que a definição. Nas cidadezinhas do interior do Nordeste ainda é fácil de encontrá-las acompanhadas de uma cadeira na calçada e uma boa prosa. Elas também são quase a fotografia de um tempo em que se confiava mais e em que tudo não precisava ser tão trancafiado.

 

 


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