Como combinar peças clássicas e afetivas a uma decoração mais atual

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28. 09. 2017

Por tatiana-mello

 

Recentemente, o projeto de uma cliente me colocou esse desafio e, é claro, que não podia deixar de dividir com os leitores do blog a saída encontrada

 

 

 

 

Tanto nos espaços urbanos quanto em nossas casas, vivemos um impasse em relação a preservação da memória. Enquanto o antigo, clássico e afetivo tem seu valor pelas histórias a que remete e por ser o registro de uma época, o novo também guarda sua importância, uma vez que simboliza o progresso e o avanço.

 

 

Nas cidades, órgãos governamentais atuam para preservar o patrimônio histórico. No Centro da cidade de Fortaleza, por exemplo, ainda é possível ver diversas construções que remetem à Belle Époque e ao estilo arquitetônico da segunda metade do século XX.

 

 

Em nossas casas, no entanto, não há regra. Vai muito do gosto pessoal e de um outro ingrediente, a relação afetiva. É o abajur da avó, a cadeira de balanço do pai, uma peça decorativa herdada de uma tia e tantos outros compromissos afetivos que assumimos e imprimimos na decoração de nossa casa.

 

 

O impasse surge com o próprio avanço. E muitas pessoas ficam em dúvida, pois muitas das peças afetivas parecem não encontrar consonância com os layouts e propostas de decoração mais contemporâneas. Esse “conflito” me veio à memória, pois recentemente atuei em um projeto que me colocava esse desafio: equilibrar o clássico e o moderno.

 

 

O projeto

 

A cliente do projeto em questão, a Ana Cristina, me conhecia de um outro trabalho que já havia feito no prédio em que ela era sindica. Depois de adquirir confiança com a finalização do projeto do condomínio, ela me convidou para criar uma atualização do projeto que já tinha em sua sala.

 

 

De cara, o desafio já foi posto pela cliente. o principal objetivo ali era valorizar as muitas peças de antiguidade que tinha. Eram quadros, adornos, taças e outros itens herdados da mãe, da avó e de tias, além dos adquiridos em antiquários, uma vez que a cliente tem apreço por esse tipo de peça.

 

 

Para além destas peças, o novo precisava entrar na casa por uma questão de necessidade, haja visto que a cliente já morava ali há mais de uma década. A estante da TV, por exemplo, ainda tinha espaço para o tubo e isso ocupava um grande espaço que poderia ser melhor aproveitado.

 

 

 

 

Quanto ao layout, o uso da casa pela família também demandava uma atualização. O marido recebia os amigos semanalmente e isso exigia sempre um esforço para trocar móveis de lugar. O tamanho da mesa da sala de jantar também impedia seu próprio uso. E a iluminação deficiente e a climatização do ambiente também foram demandas postas já em nossa longa e sempre importantíssima conversa inicial.

 

 

Com tanta informação distribuída nas peças decorativas, investi em um tom neutro para a decoração, algo que não disputasse atenção. A ideia do projeto era fazer um pano de fundo para receber os móveis e adornos. Quase não usei madeira, por exemplo, lancei mão apenas em um espaço em que não haveria tanto conflito. Sugeri algumas releituras no mobiliário, como a mesa de centro que cortamos para se encaixar perfeitamente na nova proposta e uma readequação na mesa de jantar ainda por ser finalizada, assim como o sofá da sala que ganhará uma nova cor.

 

 

Quanto as peças, decidimos juntas o que ficava e o que saía. A cliente me mostrou todos os itens e tivemos que relocar algumas, enquanto outras acabaram por não encontrar espaço na nova proposta. Essa definição é muito importante e deve partir sempre do morador, nesse caso da própria Ana Cristina. Deve-se priorizar o que é imprescindível. E desta forma, muita coisa mantivemos guardado pra não ficar carregado.

 

 

 

 

Esta é, inclusive, uma dica que dou para os meus clientes. Se assim como a Ana Cristina, você tem muitas peças de decoração, opte por uma atualização de tempos em tempos. Nunca coloque tudo junto. Até porque isso pode acabar desvalorizando uma peça em detrimento da outra. Outro toque, como disse anteriormente, é investir sempre em ambientes neutros, para que as peças e os móveis – no caso deles terem muita presença – sejam os protagonistas.

 

 

E então, pronta pra colocar as dicas em prática? Nas redes sociais vou tratar um pouco mais do tema esta semana. Me acompanhe por lá. Para solicitar projetos entre em contato pelos meios oficiais clicando aqui ou acesse a aba Projetos Online. Até semana que vem!

 

 


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